domingo, 12 de maio de 2013

SOLAR DA MARQUESA - SÃO PAULO - SP




Não há dados precisos sobre a data de construção desse imóvel. Em1802, foi dado como pagamento de dívidas ao Brigadeiro José Joaquim Pinto de Morais Leme, primeiro proprietário documentalmente comprovado. Contudo, documentos do século XVIII indicam a existência de quatro casas na Rua do Carmo entre 1739 e 1754. A junção de duas dessas casas de taipa de pilão teria originado o Solar.
A Marquesa de Santos, Domitila de Castro Canto e Melo, foi a proprietária entre 1834 e 1867, adquirindo o imóvel da herdeira do Brigadeiro Leme. A partir de então, tornaram-se famosas as festas ali realizadas, e o imóvel passou a ser conhecido como Palacete do Carmo, uma das residências mais aristocráticas de São Paulo.




Domitila e o Imperador

Domitila de Castro, uma jovem paulista divorciada, teve um envolvimento bastante profano com o primeiro imperador do Brasil, durante sete anos, e esse romance proibido foi o grande escândalo de sua época, chegando a repercutir nas cortes europeias. Pois, não contente em trazer a sua amante paulista para a corte no Rio de Janeiro, nomeá-la Marquesa e torná-la dama camarista da sua esposa Imperatriz Leopoldina, Dom Pedro ainda fez criar os filhos que teve com Domitila ao lado dos meio-irmãos legítimos.




Túmulo da Marquesa de Santos no Cemitério da Consolação, visitado até hoje por moças que vão lá rezar para pedir um marido.



O SOLAR












































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